domingo, 31 de julho de 2011

Grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde anima festa no Bar do Calaf


Grupo pernambucano apresenta uma música que lembra a pancada do forró

Um homem mudou o curso da história cultural nordestina. Lula Calixto, falecido em 1999, conseguiu trazer de volta, repaginado, um ritmo musical que há anos vinha perdendo a força: o samba de coco. “Essa história já existia, porém tinha parado devido à morte do mestre Ivo Lopes. Em 1992, meu tio, Lula Calixto, fez um resgate disso em Arcoverde (PE). Começou a dar umas palestras nas escolas e garantiu apoio para levar o projeto adiante”, lembra a sobrinha Iran Calixto, atual comandante do grupo Raízes de Arcoverde.

No domingo, na Festa Origens, eles apresentam seu terceiro e mais recente disco, lançado ano passado, intitulado A caravana não morreu, com 12 faixas.

Formado por nove integrantes, e com uma música que até lembra o forró, o grupo folclórico realiza uma mistura de elementos indígenas e africanos, com batidas de tamancos de madeira, ou trupé, acompanhados por quatro instrumentos musicais básicos — surdo, pandeiro, ganzá e triângulo.

“Tudo surgiu com os escravos, que, nos momentos de folga, faziam uma batucada para se distrair. Depois, quando as pessoas iam fazer a mazuca (preparação do barro para as casas de taipa), acabavam usando um sapato de madeira para amassar o barro. Daí veio o samba de coco”, conta Francisco de Assis Calixto, irmão de Lula.

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