quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Obra da Compesa implanta tubulações de 1,2 mil milímetros em Caruaru



Obras da Adutora do Agreste, em Caruaru - Divulgação/Compesa

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está implantando tubulações de grande porte nos bairros de Agamenon Magalhães, Cidade Alta e Vila Cipó, em Caruaru, no Agreste. O serviço faz parte das obras da Adutora do Agreste, convênio do estado com o governo federal para melhorar o abastecimento de água na região. O trecho que está sendo implantado é de dez quilômetros e conta com tubos de 1.200 milímetros de diâmetro. Isso garante uma vazão de 2 mil litros de água, por segundo. A adutora irá operar em conjunto com o Ramal do Agreste, obra federal prevista para atender 23 cidades do interior de PE.

De acordo com o gerente de Obras da Compesa, Artur Correia, os 10 quilômetros desse trecho serão finalizados até dezembro deste ano. Ele lembra que o desenvolvimento da obra em centros urbanos requer outro tipo de planejamento, que precisa ser mais lento para minimizar os efeitos das intervenções na vida das pessoas. “Todas as ações contam com o apoio de equipes técnicas de segurança e assistência social que vêm, desde o início da obra, esclarecendo a população sobre a importância do empreendimento e a necessidade da abertura de valas para o assentamento das tubulações”, explicou o gerente.

A obra da Adutora do Agreste é objeto de um convênio ainda em execução, no valor de R$ 1,25 bilhão. Desse total, já houve o desembolso de R$ 952 milhões, o que permitiu a Compesa ter assentado 565 quilômetros de tubulações, do total de 772 quilômetros previstos nessa primeira etapa - o que equivale a uma realização de 73% do empreendimento.

Na segunda etapa, ainda não conveniada com o governo federal e com recursos estimados em R$ 2 bilhões, serão implantados mais 728 quilômetros de extensão para atender mais 45 cidades com água da Transposição do Rio São Francisco. A segunda etapa da Adutora do Agreste também depende do Ramal do Agreste – obra ainda em execução pelo governo federal - para fazer a conexão com o Eixo Leste do Canal da Transposição.

Para utilizar as tubulações já assentadas da Adutora do Agreste, a Compesa, a pedido do governador Paulo Câmara, desenhou alguns projetos que pudessem antecipar o uso das águas do Rio São Francisco, mesmo sem a finalização do Ramal do Agreste. Uma das alternativas foi a construção da Adutora do Moxotó, que capta água do São Francisco no distrito de Rio da Barra, em Sertânia, e se conecta à Adutora do Agreste na cidade de Arcoverde.

Por esse sistema, a Compesa já consegue atender as cidades de Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, São Bento do Una e Tacaimbó. Segundo o gerente de Obras da Compesa, Artur Correia, até o final do ano será iniciada a fase de testes para integrar o município de São Caetano ao novo sistema, que também passará a receber água da Transposição do Rio São Francisco.

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