domingo, 25 de dezembro de 2011

Pernambucana de 19 anos espera gêmeos siameses



Grávida de sete meses, a dona de casa Ramoniele de Moura, 19 anos, deverá fazer hoje, no Imip, o exame de ressonância magnética e verificar o estado de saúde dos gêmeos siameses que espera. Imagem: Teresa Maia/DP/D.A Press

Grávida de sete meses, a dona de casa Ramoniele de Moura, 19 anos, deverá fazer hoje, no Imip, o exame de ressonância magnética e verificar o estado de saúde dos gêmeos siameses que espera.

Grávida de sete meses, a dona de casa Ramoniele de Moura, 19 anos, deverá fazer hoje, no Imip, o exame de ressonância magnética e verificar o estado de saúde dos gêmeos siameses que espera. Natural de Ibimirim, no Sertão, Ramoniele descobriu a má-formação no mês passado, após fazer a terceira ultrassonografia na cidade de Arcoverde. Os dois primeiros exames realizados na cidade onde mora não mostraram as alterações. A jovem está no Recife há uma semana.

Hospedada na casa de uma prima, no bairro de Monsenhor Fabrício, Zona Oeste do Recife, Ramoniele diz que teme pela vida dos bebês. Desde o fim do mês passado, quando soube que esperava gêmeas siamesas, sua pressão arterial começou a ficar alterada. A preocupação dos profissionais de saúde que a acompanham no pré-natal é que a dona de casa não consiga levar a gestação mais adiante. “Eles dizem que eu preciso repousar para que os bebês cheguem pelo menos até ao 8º mês para que os pulmões fiquem mais amadurecidos”, comentou a jovem que já escolheu os nomes que dará as filhas: Natália e Natanna.

O enxoval das crianças ainda não está completo, mas isso não preocupa tanto a mãe. O maior tormento de Ramoniele agora é encontrar um especialista que possa ajudá-la quando as meninas nascerem. “Sei que é um caso raro da medicina e vou precisar da ajuda dos médicos para salvar as minhas filhas”, disse a jovem.

Xifópagos - Os bebês de Ramoniele são xifópagos, ligados pelo tronco, e originaram-se de um único óvulo fecundado, compartilhando a mesma placenta. Elas têm duas cabeças e dois corpos, ligados pela região do abdômen. Segundo a enfermeira Luciana Fagundes Ribeiro, do PSF de Areia Branca, em Ibimirim, as crianças têm apenas um coração. “Isso é o que deixa a gente mais preocupada. Pelo último exame de ultrassonografia não deu para ter certeza da presença em dobro de órgãos vitais como fígado e rins”, explicou. Segundo Luciana, o estado de saúde de Ramoniele é delicado. “Ela é uma gestante em estado de pré-eclampsia. Por isso, acho arriscado ela ficar indo e vindo do interior para o Recife. Ela não tem mais condições de viajar quase 400 quilômetros”, ressaltou.

Em abril desse ano, em Ouricuri, no Sertão, também nasceram gêmeos siameses, unidos pela região da barriga. As crianças foram operadas em setembro passado no Imip no Recife. Um dos meninos ainda está se recuperando da cirurgia. Os dois permanecem internados na pediatria do hospital. Segundo o agricultor Jocélio Mariano Ferreira, 25, pai dos siameses, eles estão com oito meses e saudáveis. “Os meninos estão ótimos, já brincam e se alimentam direitinho”, contou.

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