segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Intercâmbio musical entre Pernambuco e Bahia marcam o último dia do PEMP Verão em Itamaracá


Da batida envolvente do samba ao groove afro-baiano e ao swing pagodeiro que marcou décadas, principalmente os anos 90, a terceira e última noite do Festival Pernambuco Meu País Verão em Itamaracá transformou o domingo (1º de fevereiro) em uma grande celebração musical. Com atrações que foram do samba tradicional do Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba ao repertório nostálgico de É o Tchan e o pagode de Xanddy Harmonia, passando pela pernambucanidade Almir Rouche e a ancestralidade afro-percussiva do Ara Ketu, o público vibrou em frente ao Forte Orange em uma noite memorável. A programação gratuita reafirma o papel do festival como espaço de encontro entre tradições emblemáticas e sonoridades que atravessam gerações. A realização é do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), da Fundarpe e da Empetur, com apoio da Prefeitura de Itamaracá.








O Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba abriu a noite com a força do samba de raiz, sintetizando a tradição das escolas de samba pernambucanas em suas batidas e na cadência do desfile. A escola, uma das mais veteranas do Recife e com dezenas de títulos conquistados ao longo de sua história, imprimiu ao público a energia contagiante do samba e seu vínculo com a vida comunitária e as festas populares.








Almir Rouche tomou o palco com sua voz marcante e repertório que atravessa décadas das sonoridades nordestinas. Com mais de 30 anos de carreira, Rouche é reconhecido pela fusão criativa de ritmos pernambucanos como o coco, o maracatu, o frevo e a ciranda, além de composições que se tornaram clássicos do repertório carnavalesco e popular. Em trabalhos recentes, o artista segue reafirmando seu compromisso com a música de festa e com a valorização das identidades culturais do estado, mantendo diálogo permanente entre tradição e atualidade.








O clima ganhou ainda mais ancestralidade com Ara Ketu, grupo que desde os anos 1980 constrói uma trajetória marcada pela força da música afro-baiana. Com uma sonoridade baseada na percussão, no canto coletivo e em referências do ijexá e do samba-reggae, o grupo apresentou um repertório que dialoga com sua história de resistência cultural e com trabalhos que seguem reafirmando o axé como expressão viva da herança africana no Brasil.








Em seguida, Xanddy Harmonia assumiu o comando do palco em um show que mesclou pagode e samba com grooves. Em carreira solo após anos à frente do Harmonia do Samba, o cantor apresentou um repertório que transita entre clássicos do pagode baiano e trabalhos mais recentes, reafirmando sua versatilidade artística e a conexão direta com o público até os últimos momentos da programação.








Encerrando a noite, foi a vez de É o Tchan incendiar Itamaracá com o pagode baiano inconfundível. Ícone da cena musical desde os anos 1990, o grupo levou ao palco sucessos que atravessaram gerações, como “Pau Que Nasce Torto”, “Dança da Cordinha” e “Ralando o Tchan”, além de músicas lançadas mais recentemente que atualizam o swing característico da banda. Para quem foi criança ou adolescente nos anos 1990 e 2000, o show teve gosto de memória afetiva, despertando nostalgia, coreografias que atravessaram décadas e um sentimento coletivo de reencontro com trilhas sonoras que marcaram a infância e a juventude de grande parte do público presente.








Nos intervalos entre as apresentações, o DJ Ari Falcão manteve a energia da noite com sets que combinaram batidas eletrônicas e ritmos populares, garantindo fluidez à programação e conexão entre as diferentes atmosferas musicais do domingo.


A terceira e última noite do Pernambuco Meu País Verão em Itamaracá consolidou o festival como um grande encontro de ritmos, corpos e histórias, reforçando a música como elemento de pertencimento, celebração coletiva e identidade cultural. O encerramento em grande estilo reafirmou o compromisso do Governo de Pernambuco com a valorização da diversidade cultural e com a ocupação qualificada dos espaços públicos por meio da arte.






Crédito das fotos: Daniela Pedrosa/Secult-PE

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

@arcoverde.e.cia

Follow Me