sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

BR-232 VIRA CENÁRIO DE TENSÃO EM PESQUEIRA

Carro fica esmagado entre caminhões e acidente reacende debate explosivo sobre responsabilidade e estrutura da rodovia

Fonte: Por Flávio José Jardim .

manhã desta sexta-feira (13) amanheceu com sirenes, susto e imagens que rapidamente se espalharam pelas redes sociais. Na altura do município de Pesqueira, no Agreste pernambucano, um carro de passeio ficou imprensado entre dois caminhões na movimentada BR-232. A cena parecia saída de um filme de desastre: lataria comprimida, trânsito paralisado e motoristas em estado de choque à beira da pista.

 

Quem trafegava pelo trecho no momento do acidente descreveu segundos de puro desespero. Segundo relatos de testemunhas, um dos caminhões teria 
apresentado problema mecânico após o estouro de um pneu e permaneceu parado na via, não no acostamento. O que veio depois foi uma reação em cadeia: outro veículo de grande porte tentou desviar, atingiu a traseira do caminhão parado e acabou invadindo a contramão, onde seguia o carro de passeio.

Tudo aconteceu de forma brutalmente rápida. O impacto deixou o automóvel encurralado entre as duas estruturas gigantescas de ferro e carga. Apesar da gravidade das imagens, a Polícia Rodoviária Federal informou, preliminarmente, que não houve vítimas. Um verdadeiro milagre em meio ao caos metálico.

Ainda assim, o acidente não terminou no asfalto. Ele incendiou uma discussão antiga e cada vez mais acalorada: afinal, a culpa é da rodovia ou dos motoristas? O trecho da BR-232 que corta Pesqueira voltou a ser apontado como um dos mais problemáticos do Nordeste, conforme levantamento recente divulgado pela Confederação Nacional do Transporte.

A pesquisa classificou partes da estrada como críticas em aspectos estruturais e de sinalização. Para muitos condutores, a pista simples e o intenso fluxo de caminhões criam um cenário propício a colisões graves. Em horários de pico, o trecho se transforma numa disputa silenciosa por espaço, onde qualquer erro pode custar caro.

Mas há quem discorde. Motoristas experientes, que percorrem a BR-232 há anos, afirmam que o problema não está no asfalto. Segundo eles, a pavimentação é considerada boa e não apresenta buracos significativos. O verdadeiro vilão, dizem, atende pelo nome de imprudência.

Nas redes sociais, o tom das opiniões foi inflamado. Alguns classificaram o trecho como um “autódromo improvisado”, onde ultrapassagens arriscadas se tornaram rotina. Outros garantem que o episódio desta sexta não teve relação com manobra perigosa, mas sim com a falha mecânica que desencadeou a sequência de colisões.

Uma familiar de um dos envolvidos relatou que o caminhão vermelho ficou imobilizado na pista após o estouro do pneu. Sem tempo suficiente para reação, a carreta que vinha atrás colidiu e perdeu o controle, cruzando para a via contrária. “Foi tudo muito rápido”, resumiu, ainda abalada.

Especialistas em trânsito alertam que a combinação entre veículos pesados, pista simples e pressa constante cria um ambiente de alto risco. A BR-232 é uma das principais artérias rodoviárias de Pernambuco, conectando o interior à capital e escoando produção agrícola e industrial. O fluxo intenso exige atenção redobrada.

Enquanto isso, a duplicação do trecho volta ao centro do debate. Para parte da população, a ampliação da rodovia reduziria drasticamente o número de acidentes. Outros insistem que, mesmo com duas pistas, a imprudência continuaria sendo fator determinante.

Entre acusações e defesas apaixonadas, uma verdade se impõe: a pressa tem sido inimiga constante de quem dirige. Ultrapassagens em curvas, excesso de velocidade e desatenção seguem como causas recorrentes de tragédias nas estradas brasileiras.

O episódio desta sexta-feira termina sem vítimas, mas deixa uma cicatriz simbólica na discussão sobre segurança viária em Pesqueira. A cada nova colisão, renova-se o clamor por mudanças,  sejam elas estruturais ou comportamentais.

No fim das contas, a imagem do carro esmagado entre dois caminhões permanece como um alerta gritante. A BR-232 segue pulsando, movimentando vidas e cargas. Mas também continua cobrando responsabilidade. Porque, ali, qualquer segundo de descuido pode transformar.

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