A Justiça de Pernambuco revogou a prisão domiciliar do padre Airton Freire, que respondia à medida cautelar havia quase três anos em um processo relacionado a acusações de estupro. A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Oliveira da Silva Gonçalves, que entendeu haver excesso de prazo na instrução processual e determinou que o religioso passe a responder ao processo em liberdade, mantendo o cumprimento de medidas cautelares.
Na decisão, o magistrado destacou que a defesa não foi responsável pelos sucessivos adiamentos do processo e ressaltou que Airton Freire permaneceu em prisão domiciliar por cerca de dois anos e onze meses sem descumprir qualquer determinação judicial. Para o juiz, diante da fase atual da ação penal, a manutenção da prisão preventiva deixou de ser proporcional.
Mesmo com a revogação da prisão domiciliar, o padre continuará submetido a uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre elas, estão a proibição de manter contato com a denunciante, de exercer atividades religiosas e de realizar publicações sobre o processo nas redes sociais. Além disso, suas funções eclesiásticas permanecem suspensas.
O caso ganhou repercussão nacional em 2023, quando o religioso foi preso preventivamente após denúncias de violência sexual. Em agosto daquele ano, a prisão foi convertida em domiciliar por decisão judicial. Em março de 2026, Airton Freire foi absolvido em uma das ações penais relacionadas ao caso, decisão da qual o Ministério Público informou que recorreria. Outros processos continuam em tramitação e seguem sob análise da Justiça.
A nova decisão não representa o encerramento das ações judiciais. O padre continuará respondendo aos processos em liberdade, enquanto o andamento dos casos prossegue até julgamento definitivo.


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