Pesqueira divulga programação completa do Carnaval 2026
















ARCOVERDE – O clima carnavalesco já toma conta do Sertão e, neste domingo, dia 8 de fevereiro, o tradicional Bar Madeira de Lei coloca seu exército de foliões nas ruas. O grande destaque do dia será o desfile do Bloco A Burra, que este ano aposta em uma temática lúdica e irreverente inspirada no universo dos contos de fadas ou melhor, dos "procurados" mais famosos das animações.
Com o mote "Ameaça à Vista", o bloco lançou uma campanha divertida nas redes sociais simulando um cartaz de "Procura-se" com os personagens Gato de Botas e Kitty Pata-Mansa. Mas, como avisa a organização, a única "ameaça" real é a de ninguém conseguir ficar parado.
Diferente dos cartazes do Velho Oeste, a recompensa para quem encontrar o bloco não será em dinheiro, mas sim em folia, música e muita história para contar.
O Bar Madeira de Lei, conhecido por ser um ponto de encontro tradicional da boemia e da cultura arcoverdense, serve como o quartel-general dessa festa. A expectativa é que o bloco reúna famílias, jovens e turistas que buscam o autêntico Carnaval de rua do interior de Pernambuco.
O Bloco A Burra já faz parte do calendário afetivo da cidade, reforçando a identidade cultural de Arcoverde durante o ciclo carnavalesco. Com orquestras de frevo e muita animação, o desfile promete ser um dos pontos altos deste final de semana de pré-carnaval.
Se você estiver pela cidade, prepare a fantasia, ajuste as "botas" e siga o rastro da burra, porque a diversão é garantida.
AMEAÇA À VISTA 🚨🐾
Os mais procurados do Carnaval estão soltos... e a recompensa não é dinheiro, é FOLIA! 🎉
Dia 08.02.2026 (domingo), venha caçar sua recompensa no Bloco A Burra, quem aparece, ganha festa, música e história pra contar. 🐴✨.
Entre confetes, tambores e manchetes, a cultura vira festa e a memória sai pra dançar. 📰🎭
No dia 08/02, o Bloco A Burra homenageia Enaldo Cândido (O Gato) em uma explosão de ritmos, cores e tradição carnavalesca ao som do frevo, do maracatu e do samba.
🎶 Atrações confirmadas:
ORQUESTRA DE FREVO MAKTUB
É O SAMBA
SAMBA DE COCO TRUPÉ
MARACATU BATUQUE DO SERTÃO
No meio da rua, o jornal vira estandarte, a memória vira dança e a rua vira palco.
📍 Bar Madeira de Lei | ⏰ A partir das 14h
Da batida envolvente do samba ao groove afro-baiano e ao swing pagodeiro que marcou décadas, principalmente os anos 90, a terceira e última noite do Festival Pernambuco Meu País Verão em Itamaracá transformou o domingo (1º de fevereiro) em uma grande celebração musical. Com atrações que foram do samba tradicional do Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba ao repertório nostálgico de É o Tchan e o pagode de Xanddy Harmonia, passando pela pernambucanidade Almir Rouche e a ancestralidade afro-percussiva do Ara Ketu, o público vibrou em frente ao Forte Orange em uma noite memorável. A programação gratuita reafirma o papel do festival como espaço de encontro entre tradições emblemáticas e sonoridades que atravessam gerações. A realização é do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), da Fundarpe e da Empetur, com apoio da Prefeitura de Itamaracá.
O Grêmio Recreativo Cultural e Arte Gigante do Samba abriu a noite com a força do samba de raiz, sintetizando a tradição das escolas de samba pernambucanas em suas batidas e na cadência do desfile. A escola, uma das mais veteranas do Recife e com dezenas de títulos conquistados ao longo de sua história, imprimiu ao público a energia contagiante do samba e seu vínculo com a vida comunitária e as festas populares.
Almir Rouche tomou o palco com sua voz marcante e repertório que atravessa décadas das sonoridades nordestinas. Com mais de 30 anos de carreira, Rouche é reconhecido pela fusão criativa de ritmos pernambucanos como o coco, o maracatu, o frevo e a ciranda, além de composições que se tornaram clássicos do repertório carnavalesco e popular. Em trabalhos recentes, o artista segue reafirmando seu compromisso com a música de festa e com a valorização das identidades culturais do estado, mantendo diálogo permanente entre tradição e atualidade.
O clima ganhou ainda mais ancestralidade com Ara Ketu, grupo que desde os anos 1980 constrói uma trajetória marcada pela força da música afro-baiana. Com uma sonoridade baseada na percussão, no canto coletivo e em referências do ijexá e do samba-reggae, o grupo apresentou um repertório que dialoga com sua história de resistência cultural e com trabalhos que seguem reafirmando o axé como expressão viva da herança africana no Brasil.
Em seguida, Xanddy Harmonia assumiu o comando do palco em um show que mesclou pagode e samba com grooves. Em carreira solo após anos à frente do Harmonia do Samba, o cantor apresentou um repertório que transita entre clássicos do pagode baiano e trabalhos mais recentes, reafirmando sua versatilidade artística e a conexão direta com o público até os últimos momentos da programação.
Encerrando a noite, foi a vez de É o Tchan incendiar Itamaracá com o pagode baiano inconfundível. Ícone da cena musical desde os anos 1990, o grupo levou ao palco sucessos que atravessaram gerações, como “Pau Que Nasce Torto”, “Dança da Cordinha” e “Ralando o Tchan”, além de músicas lançadas mais recentemente que atualizam o swing característico da banda. Para quem foi criança ou adolescente nos anos 1990 e 2000, o show teve gosto de memória afetiva, despertando nostalgia, coreografias que atravessaram décadas e um sentimento coletivo de reencontro com trilhas sonoras que marcaram a infância e a juventude de grande parte do público presente.
Nos intervalos entre as apresentações, o DJ Ari Falcão manteve a energia da noite com sets que combinaram batidas eletrônicas e ritmos populares, garantindo fluidez à programação e conexão entre as diferentes atmosferas musicais do domingo.
A terceira e última noite do Pernambuco Meu País Verão em Itamaracá consolidou o festival como um grande encontro de ritmos, corpos e histórias, reforçando a música como elemento de pertencimento, celebração coletiva e identidade cultural. O encerramento em grande estilo reafirmou o compromisso do Governo de Pernambuco com a valorização da diversidade cultural e com a ocupação qualificada dos espaços públicos por meio da arte.