Na noite desta sexta (7), atrações como Solange Almeida e Mano Walter mostraram como um único ritmo une todo um povo; evento continua hoje (8) no Pátio de Eventos_
Os forrós do Nordeste se encontraram em Arcoverde na noite de sexta (7), no palco principal do Festival Pernambuco Meu País, agitando o grande público que compareceu à primeira noite de shows do evento. Novinho da Paraíba, Fernandinha (Ceará), Mano Walter (Alagoas) e Solange Almeida (baiana com carreira no Ceará) mostraram como um único ritmo pode unir um povo inteiro em torno de pertencimento e diversão.
A volta do Festival ao Sertão – após passar por Pesqueira, Salgueiro e Gravatá – foi aberta no grande palco pelo Espetáculo Pernambuco Meu País, em uma homenagem ao mesmo tempo festiva e sensível dos patronos desta edição do evento: Irineu do Mestre, Mestre Vitalino e Janete Costa. A partir dos três homenageados, uma tradição cultural inteira – a pernambucana – foi celebrada pelos presentes.
O casal Edvan e Aline Paes saiu de Alagoinha, a cerca de 50 km de Arcoverde, para poder ver o show de Novinho da Paraíba, primeira atração do palco principal. Cantando todas as músicas do forrozeiro de Monteiro (PB), eles contam que chegaram cedo e que talvez ficassem para ver a noite inteira. “Realmente viemos para ver Novinho”, diz Aline, que estava em seu primeiro Pernambuco Meu País na cidade de Arcoverde. “Sempre viemos pro São João, primeira vez no festival, estamos achando tudo muito massa”. Com 40 anos de carreira, Novinho embalou o público com sucessos como “Quando você quiser voltar” e “Gosto de você”, além de ter feito um momento para celebrar a importância cultural da sanfona no Nordeste com sanfoneiros da tradição de sua terra natal.
Cantando seus sucessos com Wesley Safadão e Rey Vaqueiro, além de hits clássicos do forró, Fernandinha não deixou o público parado ao emendar várias músicas, com breves períodos de interação. Ela inaugurou uma performance que o público também veria nos shows seguintes: levar os músicos dos metais (saxofone, trompete, trombone) para a frente do palco, para que eles tocassem enquanto faziam passinhos de dança para animar o público – algo que Mano Walter, a atração seguinte, fez pouco tempo depois de começar sua apresentação.
Como um bom forrozeiro, Mano Walter cantou os percalços do amor e do desejo, mas com músicas que também comentavam outros aspectos da cultura nordestina, como a dificuldade de adaptação que nordestinos eventualmente podem sentir ao migrar para o Sudeste. Ele ainda tocou berrante e celebrou a cultura pernambucana cantando músicas de Alceu Valença e Zé Ramalho, além de uma performance com Zezinho Sanfoneiro, um dos grandes nomes do forró em Arcoverde.
Foi difícil não ver gente cantando os sucessos de Solange Almeida, headliner da primeira noite de shows do Festival Pernambuco Meu País. “Sempre ótimo voltar a Arcoverde, ainda mais nesse projeto que leva o nome desse Estado lindo”, disse a cantora, em referência ao evento. “Já morei aqui em Pernambuco, agora só falta ganhar o título de cidadã pernambucana”, completou ela, que é baiana e tem título de cidadã cearense. A lista de sucessos que ela cantou foi, a certa hora, complementada por canções pedidas pelo público, como “Pegadinha do inglês”, “Titular absoluta” e “Vou deixar ele ir”.
O sábado (8) promete no palco principal do Festival: a noite será aberta pelo grupo Sombatuki, ao qual se seguirão os cantores Larissa Lisboa, Lucas Mamede, Maria Rita e Ana Carolina.
Pernambuco Meu País é um festival realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), em parceria com a Prefeitura de Arcoverde. O evento ocupa diferentes espaços públicos da cidade com programação gratuita em diversas linguagens artísticas e culturais.
Fotos:
Novinho da Paraiba
(Crédito: Juana Carvalho/Secult-PE/Fundarpe).
Fernandinha
(Crédito: Juana Carvalho/Secult-PE/Fundarpe).
Mano Walter
(Crédito: Juana Carvalho/Secult-PE/Fundarpe).
Solange Almeida
(Crédito: Juana Carvalho/Secult-PE/Fundarpe).



















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