segunda-feira, 11 de maio de 2015

Projetos contra a seca emperram por falta de verba

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O jornal Folha de São Paulo mandou um repórter in loco ver a crise hídrica pelo interior do Estado de Pernambuco. O atraso no repasse de verbas federais coloca em risco o abastecimento de água nos municípios mais afetados pela estiagem em Pernambuco.
Principal obra de enfrentamento à seca no Estado, a Adutora do Agreste já teve 17 frentes de trabalho simultâneas – hoje são só quatro. Quando pronta, levará água do ramal leste da transposição do rio São Francisco para 68 cidades, atendendo 21% da população do Estado.
“Essa obra é que faz a transposição ter sentido para Pernambuco”, segundo afirma Roberto Tavares, presidente da Compesa. A primeira etapa foi viabilizada por um convênio entre Estado e Ministério da Integração, em junho de 2013. O governo federal é responsável por 90% do custo total, de R$ 1,4 bilhão. Até agora, apenas 34% foram aplicados.
Além disso, o governo deve R$ 30 milhões a fornecedores, o que levou à suspensão da entrega de tubulações. Nesse cenário, as construtoras reduziram o ritmo dos serviços. A adutora deveria ficar pronta no próximo mês, mas, segundo Tavares, será necessário mais um ano.
Em outra região do Estado, no sertão, duas obras do governo federal executadas pelo Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) correm o risco de parar. Para a segunda etapa da Adutora do Pajeú, que custa R$ 163 milhões, há uma dívida de R$ 18 milhões com fornecedores, segundo o diretor de Infraestrutura do Dnocs, Glauco Mendes.
A outra preocupação é com a barragem de Ingazeira. Dos R$ 42 milhões, os atrasos somavam R$ 3,8 milhões em abril. O último pagamento ocorreu em janeiro. Segundo a coordenadora estadual do Dnocs, Rosana Bezerra, as duas obras do sertão estão dentro do prazo, mas correm o risco de parar a qualquer momento.
O Ministério da Integração Nacional não respondeu qual a razão dos atrasos nos repasses nem disse quando o pagamento será normalizado. Quanto aos prazos das obras, o ministério afirmou que “houve necessidade de readequar o cronograma” da Adutora do Pajeú porque ela dependerá da transposição do São Francisco, e o da barragem de Ingazeira em razão das características geológicas do solo.
Fonte: Itapuamafm.

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