quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Secretaria divulga balanço da operação Carnaval sem Preconceito

 A Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SEDSCJ), divulgou nesta quinta-feira o balanço das ações realizadas dentro da operação Carnaval sem Preconceito, combatendo situações de violação de direitos humanos como exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho infantil, mendicância, desrespeito ao idoso, venda de bebida alcóolica para menores de 18 anos, uso de álcool, crack e outras drogas, desrespeito racial e ao público LGBT.

Num trabalho de prevenção, mais de quatro mil pessoas receberam informação e material reforçando a importância de não se omitir diante de qualquer tipo de desrespeito. O telefone da ouvidoria da secretaria (0800 081 4421) funcionou durante os quatro dias e recebeu diversas ligações, poucas direcionadas a questões relacionadas à violência. As mais frequentes foram referentes a dúvidas sobre crianças perdidas.

As equipes dos Centros de Referências Especializados de Assistência Social - CREAS Regionais realizaram ações socioeducativas que sensibilizaram e mobilizaram os foliões.
Ao todo, 18 mil  pessoas foram sensibilizados diretamente e aproximadamente 700 cartazes foram afixados em bares e restaurantes. As ações foram realizadas em Olinda, Recife, Ipojuca, Vitória de Santo Antão e Bezerros, focos de maior concentração de foliões, com apoio dos CREAS Regionais da Região Metropolitana Norte e Sul, do Agreste Central e das Matas Norte e Sul.

Para garantir o direito da pessoa com deficiência à cultura e ao lazer, camarotes da acessibilidade foram montados nos principais focos de folia do Recife (Galo da Madrugada), Olinda (Praça do Carmo), Ipojuca (Praia de Maracaípe), Bezerros (Praça Duque de Caxias- Centro), Vitória de Santo Antão (Avenida Duque de Caxias) e Salgueiro (Praça do Pólo Bomba).

Foram disponibilizadas 1.720 vagas, número que pode ter sido superado, já que além de abrir inscrições para a pessoa idosa, os espaços, com grande rotatividade de foliões durante o dia, recepcionaram brincantes de última hora. O projeto ainda ofereceu a opção da vaga com ou sem acompanhante, e com ou sem o transporte gratuito. Ao todo, foram transportados 274 pessoas, mais 26 usuários do programa PE Conduz. Para idosos 110 vagas iniciais.

Os programas Atitude e Vida Nova trabalharam de forma integrada a prevenção e combate ao uso do álcool, crack e outras drogas e desenvolveram atividades preventivas e interventivas voltadas para a garantia dos direitos das pessoas em situação de risco pessoal e/ou social e de rua. Quinze equipes multidisciplinares espalhadas pelos focos de folia abordaram 3.500 pessoas e realizaram 71 encaminhamentos, sendo 14 para a rede SUS (hospitais, UPA e testagem rápida DST AIDS) e 57 rede SUAS (serviços de acolhimento institucional, espaços de proteção, conselho tutelar). Foram atendidos 180 usuários (150 masculino e 30 feminino), sendo 149 de crack; um de cocaína; seis de maconha e 24 de álcool.

Foram realizadas cerca de 11.270 abordagens de rua com foco na prevenção ao uso de drogas. As abordagens foram realizadas através de 51 ações em vários polos do carnaval de Pernambuco (Recife, Jaboatão dos Guararapes, Bezerros, Olinda, Vitória de Santo Antão, Nazaré da Mata, Moreno). 

Os 367 profissionais abordaram principalmente as questões de exploração sexual de criança e adolescente, combate ao trabalho infantil e fiscalização da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. As ações aconteceram em 14 municípios: Recife, Olinda, Bezerros, Jaboatão dos Guararapes, Pesqueira, São Lourenço da Mata, Paulista, Itamaracá, Paudalho, Araçoiaba, Itamaracá, Arcoverde, Ipojuca e Surubim. 

Em pontos diversos, como no Galo da Madrugada, foram montados os Espaços de Proteção, onde foram desenvolvidas oficinas socioeducativas direcionadas às crianças e adolescentes identificados em situação de risco como, por exemplo, os que acompanhavam os pais que aproveitam a folia para trabalhar. Cerca de 484 crianças foram identificadas e um cadastro foi formalizado para que a criança passasse a ser monitorada.
Fonte: Diário de Pernambuco.

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