segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Em Poção a Polícia busca ligações entre suspeitos de praticar chacina

            A Polícia Civil deve solicitar à Justiça a quebra do sigilo telefônico dos suspeitos de serem mandantes do assassinato de três conselheiros tutelares e da avó de uma criança disputada por duas famílias, em Poção, no Agreste, a 240 quilômetros do Recife. O registro das ligações pode se transformar em prova fundamental para esclarecer a chacina que chocou o estado. Em paralelo, policiais fazem buscas em municípios vizinhos e até na Paraíba para capturar a avó paterna e o pai, que estão desaparecidos desde a sexta-feira. Ontem, sob o clamor por justiça e diante da presença do governador Paulo Câmara, as quatro vítimas foram sepultadas. 

Os depoimentos dos familiares das vítimas devem começar ainda hoje, na Delegacia de Pesqueira, onde estão concentradas as investigações. A força-tarefa conta com equipes especializadas em homicídios e pelo menos quatro delegados. Apesar de a população de Poção e cidades vizinhas divulgarem nomes e fotos dos suspeitos de envolvimento no crime pelas redes sociais, a polícia prefere manter sigilo sobre a identidade deles. 

No sábado, peritos criminais analisaram o local do crime e o carro que foi alvejado pelos tiros. Preliminarmente, com base nas marcas de balas no veículo do Conselho Tutelar, acredita-se que o crime foi executado apenas por uma pessoa. O primeiro tiro deve ter atingido o condutor, Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, 53, fazendo o carro parar logo na entrada no Sítio Cafundó.


A criança de dois anos - única sobrevivente - foi atingida de raspão. A avó materna, Ana Rita Venâncio, 62, conseguiu protegê-la antes de morrer. Também foram alvejados pelos tiros os conselheiros Carmem Lúcia da Silva, 37, e José Daniel Farias de Monteiro, 32. O grupo voltava de Arcoverde, no Sertão, onde apanhou a menina para passar o fim de semana com os avós maternos. Na mesma noite, pelo menos sete viaturas policiais fizeram buscas pelo pai da criança, mas ele não foi mais encontrado. 

Os delegados Erick Lessa e Darley Timóteo, que comandam as equipes de investigação, informaram que só iriam se pronunciar oficialmente sobre o caso após a conclusão do inquérito. A determinação é da Secretaria de Defesa Social. 
 
Fonte:  Diário de Pernambuco.

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