quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Após fim da greve, Correios devem normalizar entregas em 7 dias úteis

Funcionários dos Correios voltam ao trabalho em Sergipe

TST determinou que grevistas voltassem ao trabalho nesta quinta (10).
Greve não foi julgada abusiva, mas empregados terão que compensar dias.

Com o retorno aos trabalhos nesta quinta-feira (10) dos empregados dos Correios que estavam em greve, a empresa estima que deve normalizar o serviço de entrega de cartas e encomendas em até sete dias úteis nos locais prejudicados pela paralisação.
Os Correios informaram ainda que nas localidades onde não houve greve a situação já está normalizada, como no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Tocantins e Amapá, além de cidades no estado de São Paulo, como a região metropolitana, Bauru e Sorocaba.
A empresa disse que na próxima segunda, dia 14 de outubro, será retomado o serviço de hora marcada de entrega, suspenso nos locais onde houve paralisação.
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou na terça-feira (8) o fim da greve dos Correiose estabeleceu que todos os trabalhadores retornassem ao trabalho nesta quinta.
Embora algumas paralisações tenham começado no dia 12 de setembro, a greve geral aprovada pelos sindicatos associados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) foi deflagrada oficialmente em todo o país no dia 17 de setembro.
O tribunal decidiu que a greve não foi abusiva, mas mandou que os empregados compensem os dias parados por duas horas diárias em até seis meses. O TST analisou o caso num processo de dissídio porque não houve acordo entre trabalhadores e a empresa.
Ficou definido que os trabalhadores receberão reajuste de 8% conforme acordo firmado com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). O aumento será retroativo a agosto. Os empregados queriam que o reajuste se estendesse para o vale-alimentação, mas ficou definido que será seguida a proposta da empresa, de 8% para os salários e 6,27% para o vale.
Parte dos sindicatos já havia aceitado a proposta de reajuste salarial de 8% oferecido pela empresa. Outros, porém, reivindicavam 15% de aumento real, mais reposição da inflação entre agosto de 2012 e julho deste ano e reposição das perdas salariais desde o plano real.

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