quarta-feira, 7 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher… por que, mesmo?

Dia Internacional da Mulher… por que, mesmo? Sugestão de criação da data foi feita em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca. Pesquisadora afirma que dia foi oficializado em 1921. Da Redação redacao@novohamburgo.org (Siga no Twitter) Quinta-feira, 08 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher. Mas por que esta foi a data escolhida para homenagear mães, avós, esposas, namoradas, amigas? O momento é propício para relembrar a história. Circulam pela internet várias versões sobre a data. Uma delas trata de operárias de uma fábrica têxtil serem queimadas vivas nos Estados Unidos, presas à fábrica em que trabalhavam após uma manifestação onde reivindicavam melhores condições de trabalho. O Dia Internacional da Mulher foi proposto em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, Dinamarca. A pesquisadora canadense Renée Cote afirma que o 08 de março foi estabelecido como data oficial em 1921. Às vésperas da data comemorativa, a Comissão de Direitos Humanos do Senado – CDH aprovou, na última terça-feira, dia 06, um projeto de lei do deputado Marçal Filho (PMDB-MS) que pune as empresas que pagarem salário menor para as mulheres contratadas para realizar a mesma atividade executada por empregados homens. A multa em favor da funcionária corresponde a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação. O projeto e o parecer do relator Paulo Paim (PT-RS) ignoram os valores agregados pela experiência do empregado e pelo tempo de serviço. Deixa ainda desprotegido o trabalhador homem que for contratado nas mesmas condições previstas para as mulheres, por um salário menor. O relator lembra que a Constituição e a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT proíbem a diferença de salário entre homens e mulheres que executam a mesma tarefa, sob as mesmas condições e para um mesmo empregador. NÚMEROS – Segundo matéria da revista Carta Capital, publicada em sua página eletrônica, entre 1990 e 2008, nas zonas urbanas, a taxa de participação econômica das mulheres passou de 42% para 52%. Mais de um terço das mulheres urbanas maiores de 15 anos não têm nenhuma renda e a maioria não tem acesso a recursos monetários porque sua principal atividade são os afazeres domésticos e as tarefas de cuidado em seus domicílios.

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